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Tarifaço de Trump ameaça 726 mil empregos no Brasil, alerta estudo do Dieese

Um estudo detalhado do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que as tarifas impostas pelo governo norte-americano de Donald Trump às exportações brasileiras podem resultar na perda de até 726 mil empregos no país, além de pressionar setores estratégicos e reduzir a massa salarial. A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB manifesta preocupação com os dados e reforça seu compromisso com a defesa da soberania nacional e dos direitos trabalhistas.
 

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O relatório do Dieese aponta que os setores mais afetados incluem fruticultura, siderurgia, autopeças e máquinas, com riscos de desindustrialização e cancelamento de contratos. O Dieese também alerta para possíveis reflexos nas negociações coletivas, já que a pressão sobre os sindicatos tende a aumentar em estados dependentes dessas exportações aos EUA.

“A possível queda de arrecadação, o aumento do uso de serviços públicos para o atendimento de serviços essenciais até mesmo por aqueles que os contratavam pela inciativa privada, pagamentos de salário desemprego, a consequente ampliação de beneficiários de programas sociais como Bolsa Família, Vale Gás, entre outros; têm potencial para trazer impactos negativos aos orçamentos Estaduais e Municipais, com menos recursos para investimentos, bem como para ampliação e melhorias destes mesmos serviços que passarão a ser muito mais requisitados diante de uma população empobrecida”, alerta o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos.   
 

CSPB apoia resposta do governo federal e defende a soberania nacional

O presidente da CSPB também  destacou a importância de uma postura firme do Brasil diante das medidas unilaterais dos EUA:

“O governo brasileiro está correto em manter o diálogo, mas sem abrir mão de nossa soberania. Não podemos aceitar medidas protecionistas disfarçadas de retórica política. O Brasil tem defendido suas instituições democráticas e seu desenvolvimento econômico com responsabilidade, e a CSPB estará lado a lado nesta luta”, afirmou Domingos.

O líder da CSPB elogiou a qualidade técnica do estudo do Dieese e a rápida reação do governo federal com o Plano Brasil Soberano (saiba mais), lançado nesta quarta-feira (13/08):

“O Dieese comprova, com dados precisos, a gravidade do tarifaço para nossa economia. Felizmente, o governo reagiu com uma Medida Provisória que busca proteger empregos e setores estratégicos. A CSPB seguirá monitorando os desdobramentos, sempre em defesa da democracia, dos serviços públicos e dos interesses nacionais.”
 

Plano Brasil Soberano e próximos passos

O Plano Brasil Soberano (saiba mais) prevê medidas como linhas de crédito para empresas afetadas, incentivos à diversificação de mercados e apoio à manutenção de empregos. A CSPB reforçou que continuará atenta às negociações, cobrando transparência e ações concretas para mitigar os impactos sobre os trabalhadores e a economia brasileira.

Leia também: Economistas vêem resposta assertiva do governo Lula ao tarifaço de Trump

Setores em Alerta

– Fruticultura: 90% das exportações de manga, uva e frutas processadas estão sob risco.
 
– Carne Bovina: Tarifas podem chegar a 76,4%, com perdas estimadas em US$ 1 bilhão.
 
– Siderurgia: Aço e alumínio já sofrem com tarifas de 50%, ameaçando 3,4 milhões de toneladas exportadas.
 
– Autopeças: Queda de 4,9% nas vendas no primeiro semestre de 2025
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A CSPB reforça que a unidade entre governo, setor produtivo e sociedade civil será essencial para enfrentar os desafios impostos por essa arbitrária sanção econômica, bem como pelo injustificável ataque ao nosso sistema judiciário e à soberania nacional.

 
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Secom/CSPB

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