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O Naufrágio da Onda Bolsonarista Quando o apoio vira Armadilha

As manifestações de 3 de agosto redesenham o mapa da direita brasileira. Aqueles que surfavam na onda bolsonarista veem hoje um naufrágio político e nem os governadores de partidos próximos ousaram marcar presença.

É exatamente esse o cenário que as manifestações de 3 de agosto nos revelam, uma nova fase no espectro político da direita brasileira, marcada por desalinho, ausência de liderança e um futuro cada vez mais nebuloso.

O bolsonarismo, que outrora ditava o ritmo e incentivava multidões, hoje se assemelha a um navio à deriva.

Muitos de seus antigos aliados lutam por pedaços do espólio político de Jair Bolsonaro, mas evitam qualquer associação direta com sua anistia ampla e irrestrita.

A recusa dos governadores em marcar presença no último ato não foi mero acaso; foi estratégia, foi cálculo.

A mais recente pesquisa Datafolha acendeu um alerta vermelho, 61% dos eleitores afirmam que não votarão em candidatos que defendam ou se comprometam com a causa da anistia ao ex-presidente. Isso muda tudo. Falar apenas para a bolha já não basta. É necessário ampliar, conectar, convencer.

Mas como, se essa bolha está encolhendo? Hoje, os bolsonaristas convictos representam apenas 12% da população e, esse número está em queda.

Não se trata apenas de conquistar o apoio de Bolsonaro. É necessário que ele o retribua publicamente, que indique nomes, e que peça votos.

Mas com um líder preste a ser condenado, quem se arriscará a associar sua imagem a um criminoso julgado e preso pela Justiça?

Mais do que defendê-lo, seria necessário se comprometer com sua anistia. E isso tem se tornado um fardo político pesado demais.

Enquanto isso, o discurso da direita permanece estagnado: liberdade de expressão, anistia, Fora Lula, Fora PT…, mas onde estão as propostas concretas para o povo brasileiro?

Estamos há um ano e meio do governo Lula (PT) e, ao contrário do que se previa, o Brasil não virou uma Venezuela. Não vivemos sob o comunismo. Nenhuma igreja foi fechada. Não há banheiros unissex nas escolas. Pelo contrário a economia esboça sinais de recuperação, a taxa de desemprego caiu e os programas sociais foram retomados.

O povo brasileiro precisa estar atento, não se deixe levar por ideologias que pregam o caos, criam inimigos imaginários e desejam a destruição como vingança.

Fazer justiça não é sinônimo de terra arrasada, mas de defender a lei, a democracia e o progresso para todos.

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